Histórico

O processo de ocupação das terras tem promovido rápidas transformações no meio urbano-industrial e rural, deixando rastros de degradação socioambiental e degenerando a qualidade de vida da população. A integração destas transformações com as mudanças climáticas, na perspectiva do aumento de frequência de chuvas intensas e elevação do nível do mar, permite antever uma intensificação dos perigos e riscos associados aos processos de erosão e instabilização de encostas.

Frequentemente esses fenômenos extremos catalisam outras formas de instabilização do meio, como o rompimento de dutos e consequente contaminação. Interagem ainda com problemas como o assoreamento nos canais fluviais e reservatórios de águas e a instabilidade dos solos nas baixadas, onde os drenos naturais ou artificiais articulam os fluxos de águas, sedimentos e solutos das encostas para as lagoas costeiras e o mar. O problema exacerba-se frente aos temporais que com frequência atingem algumas cidades brasileiras.

Os estudos desses fenômenos associados a encostas e planícies são de grande importância para diversos estados brasileiros. Trata-se de uma demanda espontânea relacionada à segurança direta da população, representada pelas intervenções para garantia de estabilidade de áreas urbanas e não urbanas, vias de circulação de bens (rodovias e ferrovias) e acessos portuários, contribuindo, portanto, para a integração nacional e a estabilidade socioeconômica e ambiental.

 

O Instituto Reageo

Criado em 2009, o Reageo é formado por profissionais de dedicação exclusiva da Coppe/UFRJ, Instituto de Geociências – Igeo/UFRJ, PUC–Rio, Uerj, UFPE, UFRGS e UNB, com atuação abrangente em geotecnia de encostas e planícies, propriedades de solos e rochas, geologia, geomorfologia e hidrologia. Destaca-se nessa colaboração o apoio do Programa Núcleos de Excelência (Pronex/CNPq) em 1997, com o projeto “Engenharia Geotécnica e Hidrologia no Sistema Encosta-Planície Costeira”, sob a liderança do professor Willy A. Lacerda.

Com a transferência do Pronex para as Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados, a rede anterior desmembrou-se em duas redes locais: uma integrando os grupos do Rio de Janeiro, através da Faperj, e a outra integrando os grupos de Pernambuco, através da Facepe, liderada pelo professor Roberto Quental Coutinho. A proposta atual reintegra estas duas redes Pronex do Rio de Janeiro e de Pernambuco, assim como o grupo de pesquisas do Rio Grande do Sul liderado pelo professor Fernando Schnaid, e passa a integrar uma terceira rede Pronex nucleada na Universidade de Brasília e liderada pelos professores José Camapum de Carvalho e Ennio Palmeira.

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